HBP e Cancro da Próstata

As doenças da próstata são extremamente frequentes no homem a partir dos 45 anos, sobretudo a Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) e o Cancro da Próstata. Este é o tumor maligno mais frequente do homem logo a seguir ao pulmão. É fundamental salientar que o diagnóstico precoce desta condição é habitualmente feito numa fase em que ainda não existem sintomas, e é precisamente nesta altura que os meios de tratamento disponíveis permitem uma terapêutica curativa.

O Cancro da Próstata, além de poder ser tratado de outras formas, a laparoscopia é o método de eleição para tratamento curativo deste tumor cada vez mais frequente e que é preciso diagnosticar precocemente. As vantagens adicionais desta técnica são a possibilidade de preservação da potência sexual e a recuperação rápida da continência urinária, dado que a imagem dos equipamentos vídeo-endoscópicos tem resolução superior aos olhos do cirurgião, sendo assim possível respeitar algumas estruturas anatómicas implicadas nessas funções.

Nos EUA e em muitos países da Europa, a aplicação da robótica à cirurgia urológica já é uma realidade atual, apesar dos custos inerentes à aquisição e sobretudo à manutenção. A cirurgia robótica pode substituir a laparoscopia, nomeadamente na prostatectomia radical, pois permite ao cirurgião realizar a cirurgia com uma imagem a três dimensões e de alta definição, reduzindo a taxa das complicações associada à cirurgia radical da próstata. O Hospital da Luz foi o pioneiro em Portugal na utilização do sistema da Vinci, inicialmente em Lisboa e agora mais recentemente no Hospital da Arrábida – Porto.

A Hipertrofia Benigna da Próstata (aumento do volume da próstata), está relacionada com a idade do homem, e que condiciona muitas vezes transtornos na micção de agravamento progressivo, com toda a repercussão na esfera urinária e sexual. Os principais sintomas são causados pela obstrução da via urinária (uretra):

  • Jacto urinário fraco e/ou interrompido.
  • Esforço abdominal durante a micção.
  • Gotejamento marcado após a micção.
  • Frequência urinária elevada diurna/noturna.
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Na maioria dos casos a tratamento inicial é médico, mas pode ser necessário realizar algum tipo de tratamento endoscópico minimamente invasivo, como por exemplo laser, sendo apenas necessário um curto internamento (24-48 horas), o que permite retorno rápido à atividade diária do paciente.