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Prostatectomia Radical Laparoscópica versus Robótica

A prostatectomia radical retropúbica é o tratamento cirúrgico “gold standard” para o carcinoma da próstata clinicamente localizado. Novas técnicas minimamente invasivas têm sido desenvolvidas, como a laparoscopia pura (PRL) e assistida por robot (PRR), e atualmente a literatura refere a cirurgia laparoscópica como uma boa alternativa à cirurgia convencional da próstata, dado os resultados funcionais e oncológicos serem sobreponíveis em estudos de “follow-up”.

Vários parâmetros têm sido avaliados em cada uma das técnicas: resultados oncológicos e funcionais, perda sanguínea e taxa de transfusão, tempos operatórios, taxa de complicações, curva de aprendizagem e custos associados.

A técnica laparoscópica (pura e assistida por robot) tem a vantagem de ser minimamente invasiva, com uma recuperação mais rápida do doente e melhores resultados estéticos.

A prostatectomia robótica tem uma curva de aprendizagem mais curta em relação à laparoscopia convencional, embora com custos mais elevados. É difícil avaliar o tempo de internamento dado que depende de protocolos das instituições médicas, mas não parece haver diferenças entre as duas técnicas.

O tempo operatório é semelhante em ambos as técnicas. A cirurgia robótica está associada a menor perda sanguínea e taxa de transfusão, embora esta seja dependente da técnica aplicada. A taxa de complicações é similar em ambas as técnicas. A taxa de continência é de 82-96% para a PRL e de 95-97% para a PRR. A taxa de preservação da função eréctil é de 62-71% para a PRL e de 70-76% para a PRR. A percentagem de margens cirúrgicas é mais baixa na cirurgia robótica, mas a taxa de recidiva bioquímica do PSA ainda foi possível avaliar dado ao tempo “follow-up” ainda curto.

Comparativamente à prostatectomia radical convencional, as técnicas minimamente invasivas demonstram uma diminuição da morbimortalidade associada ao tratamento do cancro da próstata, mas atendendo à simplicidade na sua aplicação e na aprendizagem da cirurgia robótica da próstata, cada vez mais será uma referência e ativamente procurada pelos doentes.

J. Teixeira de Sousa, Urologista